Jesus se apresenta, em seus discursos, ao povo como um homem do campo, como um agricultor. Mas, também, grande parte de seus ouvintes era gente do campo, pessoas simples e pobres.
Não sendo sofisticado, nem influenciado por uma mídia ou por riquezas que absorviam a vida dos cidadãos da vida urbana; os pobres e "simples" se sentiam muito à vontade com as palavras que o Mestre Jesus de Nazaré dirigia a eles. Uma das imagens utilizadas por Jesus de Nazaré foi a da videira: "Eu sou a videira, vós os ramos". Uma beleza plástica sem comparação. Jesus é a videira que produz a uva para o bom vinho da festa de casamento, das comemorações, do nascimento de uma criança etc. Mas toda a videira, o mais importante dela, depois do tronco principal que está plantado na terra, são os ramos. Os ramos é que produzem os cachos de uva. Para isso, precisam ser podados e direcionados em cercas, galhos ou postes com travessas elevadas. O importante é o que está invisível: a seiva, que corre por dentro, vinda do tronco, indo até os ramos. E esses ramos darão frutos exuberantes, doces e perfumados. Uvas de boa qualidade, cachos grandes, de acordo com a qualidade das que foram plantadas. E, assim, bem ligada e enxertada, dará bons frutos. Bons e muitos frutos, pois foi tudo bem preparado para que, de fato, viesse acontecer. Também estamos ligados a Cristo de uma maneira invisível, pela graça e natureza divinas. Não o vemos, mas o sentimos e percebemos pelos frutos que produziremos, no Senhor e para o mundo.
"Meditações para o Dia a dia" - Editora Vozes
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