quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DEUS, o único que pode nos ajudar!

O Salmos 29 nos faz entender o grande poder de Deus sobre o mundo natural, embora sua majestade seja maior do que as palavras possam descrever, Ele conhece e ama cada um de nós. Descobrir como somos impotentes perante os problemas que enfrentamos deve nos fazer reconhecer a nossa necessidade de entregar a nossa vida a Ele, o Todo-Poderoso. Ele quer nos ajudar e é o único que poder fazer isso! Entreguemos nossas vidas a ele definitivamente, entregar significa descansar, confiar, esperar pacientemente... Crer que em Deus temos as melhores opções para nosso presente e futuro, Ele não mente suas promessas vão se cumprir em nossas vidas. A Sua palavra diz que a vontade de Deus para as nossas vidas é: "BOA, PERFEITA E AGRADÁVEL", imagine agora uma coisa assim... bom demais, bom demais para podermos imaginar, por isso as coisas de Deus são inimagináveis, algo que não esperamos, algo que irá nos surpreender, é o novo de Deus. Confiemos neste Deus, o único capaz de nos amar suficientemente, apesar de nós, a ponto de enviar seu único filho para morrer na cruz do calvário por cada um de nós, pela humanidade toda, esse sangue nos purifica de todo o pecado, mais isso tudo se crermos nele e o buscarmos de todo nosso coração, se não o buscarmos e crermos nele Ele nada fará por nós. Ele não invadirá o nosso coração, Ele não virá como uma visita indesejada, Ele espera nosso convite para fazer parte de nossas vidas. A Bíblia nos ensina que Deus está a porta e bate, se alguem ouvir a Sua voz e abrir a porta Ele virá e fará tudo novo em nós e em nossa casa, mais se nos fecharmos Ele nada poderá fazer. Vamos nos entregar, nos jorgar aos seus braços, confiar neste Pai amoroso! Deus muito obrigada por tão grande amor por mim e pela minha família!
sua serva Vivi ("pobre amarela")

"Anjos, louvem a Deus, o SENHOR; louvem a sua glória e o seu poder. Dêem ao SENHOR a honra que ele merece; curvem-se diante do SENHOR, o Santo Deus, quando ele aparecer. A voz do SENHOR é ouvida sobre as águas; o glorioso Deus troveja, e sobre os mares se ouve a sua voz. A voz do SENHOR é cheia de poder e majestade; a sua voz quebra as árvores de cedro, quebra até os cedros dos montes Líbanos. Os montes Líbanos ele faz saltar como bezerros; o monte Hermom ele faz pular como um boi novo. A voz do SENHOR faz brilhar o relâmpago. A sua voz faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades. A voz do SENHOR sacode os carvalhos e arranca as folhas das árvores. Enquanto isso, no seu Templo, todos gritam: “Glória a Deus!” O SENHOR Deus reina sobre as águas profundas; como Rei ele governa para sempre. O SENHOR dá força ao seu povo e o abençoa, dando-lhe tudo o que é bom. " Salmos 29 (SBB - NTLH)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sede de Deus

A maioria de nós, inicialmente, busca a Deus pela ajuda que Ele pode nos dar, ou seja, o seu poder para nos libertar do poder dos pecados que hábita em nós. Talvez fiquemos surpresos quando nos dermos conta de que, com o passar do tempo, buscamos a Deus pelo desejo de estar perto dele. Quando descobrimos como Ele é maravilhoso e quanto nos ama, nós nos aproximamos dele pela alegria que experimentamos na sua presença. O rei Davi nos permite dar uma olhada no seu relacionamento com Deus, quando diz: "A Deus, o Senhor, pedi uma coisa, e o que eu quero é só isto: que Ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação. Em tempos difíceis, Ele me esconderá no seu abrigo. Ele me guardará no seu Templo e me colocará em segurança no alto de uma rocha. Assim vencerei os inimigos que me cercam. Com gritos de alegria, oferecerei sacrifícios no seu Templo; eu cantarei e louvarei a Deus o Senhor." (Sl 27 vs 4-6) Davi encontrou grande alegria ao melhorar seu relacionamento com Deus. O Senhor sempre está aí, mas nem sempre nos damos conta de Sua presença, o nosso relacionamento com Deus geralmente começa quando ele supre as nossas necessidades desesperadas. Mas, quando começarmos a nos concentrar em conhecer a Deus como um fim em si mesmo, descobriremos que Ele nos dará o que sempre desejamos: a alegria de estarmos perto do nosso amoroso Criador. Então, veremos que podemos confiar a Ele a nossa vida.
SBB - Despertar 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PARA QUEM JESUS NASCEU?

Para Zacarias
Havia em Israel um sacerdote já idoso. Diante das circunstâncias em que a história o apresenta, chego a pensar que estava mais cansado na alma que no corpo. Depois de muitos anos servindo a Deus em seus rituais sagrados, ainda carregava no coração a mágoa de não ter conseguido ser pai. Sua esposa, também já idosa, era estéril. Era mais um dia de trabalho no Templo, precisava interceder pela fé do povo, mas a sua já não existia, havia dado nó, não encontrava mais dentro de si o significado que todo aquele serviço representava, estava seco, sem fé. “Sabe lá o que não ter e ter que ter pra dar?”. Assim estava Zacarias e ou ele se tornava um cínico, que quanto menos crê mais cria imagens enganosas para ludibriar o povo, ou ele se esgotava, lutando em sua própria consciência para manter sagrado seu serviço enquanto lhe faltava energia. Enquanto cumpria a tarefa sacerdotal, um anjo lhe apareceu e declarou que ele seria pai e que seu filho teria uma tarefa especial a cumprir, ser o sacerdote que anuncia a chegada iminente do Messias. O medo de se frustrar novamente exigiu que ele não alimentasse esperanças juvenis. Um filho? Sendo eu e minha esposa já velhos! Pensou e disse. Quando o coração perde a fé, perde também seu senso histórico, fica à deriva como se tudo o que nos acontecesse fosse pela primeira vez, como se ninguém mais sofresse no mundo, como se tudo se resumisse à nossa existência naquele momento, nos tornamos o centro do Universo. É geralmente assim, o sofrimento nos faz crer que somos o centro de tudo. É a alegria que nos faz sentir apenas parte de uma existência plena. Mal lembrava ele que isso já havia acontecido com o Pai da Fé, Abraão, e duvidou da profecia. Por isso foi abençoado com a melhor das disciplinas, deixar de falar. Que maravilhoso ser impedido de falar quando não se tem fé para crer no que se fala. Até o nascimento do filho, silêncio e expectativa. Jesus nasce para pessoas assim, que perdendo a fé e sofrendo o esgotamento, precisa desesperadamente de novos olhos para enxergar as velhas circunstâncias. Nada melhor que os olhos da criança que ensinará a enxergar tudo como realmente é.

Para Isabel
Isabel era a esposa de Zacarias, aquela que não podia lhe dar um filho. Naqueles dias, mais ainda que em nossa cultura atual, uma mulher que não pudesse engravidar perdia completamente seu propósito na vida. Pode-se imaginar que ela acordava todas as manhãs sem saber para o quê levantar da cama. Deveria dizer pra si mesma: “não queria ter acordado hoje, queria ter morrido, a vida não tem sabor pra mim, o mundo não precisa de mim, meu esposo seria um homem mais feliz se tivesse se casado com outra pessoa. Sou uma vergonha para minha família. Vivi a vida toda e não fiz nada de relevante. Que legado deixarei para as próximas gerações? Nem serei lembrada um dia, por ninguém.” Cada um de nós estabelece que precisa viver e experimentar alguns eventos durante a vida, sem os quais nada mais faz sentido. A sociedade, a Religião, a família dão conta de prover esse imaginário de metas a realizar a fim de que a vida tenha propósito, que vai desde nobres feitos a projetos de consumo. Isabel precisava ser mãe de um filho nascido em seu ventre. O desejo torna-se obesessão, que é a doença que nos faz limitar toda a existência a uma única ausência. Há sempre muito mais disponível, mas apenas o que não há é o que passa a importar. Tudo o mais fica prejudicado, quando poderia ser a compensação pelo que não se tem. Ela teve um filho, o João Batista, mas o Messias é seu primo, Jesus. A razão de tudo é Jesus. Isabel só teve o filho porque Jesus iria nascer. Deus não estava atendendo a um capricho, mas diminuindo a importância do que a obsessão projetava. Jesus nasce para pessoas que precisam ser libertas da idolatria de seus desejos e sonhos, que precisam entender que a maior de suas realizações ainda será apenas coadjuvante do Deus menino.

Para Maria
Maria era uma menina, já noiva de um homem provavelmente mais maduro. Como toda menina daqueles dias sabia que o que lhe estava reservado era um bom casamento, ter filhos e cuidar dos seus. Feliz com a honradez de seu pai em lhe entregar a um bom homem, ela esperava o dia de seu casamento. Um anjo lhe aparece e diz que ela ficará grávida e que terá um filho gerado por Deus. Como isso poderia ser, se ela ainda era virgem? Este milagre seria descomplicado apenas diante da situação. Ela teria de contar ao noivo e à família que estava grávida e ainda precisaria contar com o milagre de crerem na história. Por estar noiva, caso aparecesse grávida de outro homem, seria considerada adúltera e condenada à morte por apedrejamento. Tudo lhe passa rapidamente pela cabeça. A vergonha dos pais, o rancor do noivo, o medo da morte. Talvez fosse melhor morrer a viver com o estigma de mulher sem vergonha.
E ela era só uma menina! Despreparada completamente para aquele filho! Ele chegou numa hora errada. Ela tinha tantos planos e aquela criança iria atrapalhar toda sua vida. Muitas pessoas se sentem assim diante de uma gravidez inesperada. Todos os medos que uma mulher sente quando recebe uma notícia assim, estão previsto para Maria também. E ela decidiu aceitar o filho não como o causador de todos seus problemas a partir de então, mas como presente de Deus. Filho é filho! É presente! É bênção! O restante é que precisa se acomodar. O mundo ao redor é que precisa mudar. Jesus nasce para pessoas que precisam decidir se aceitam a vida como um presente ou como um problema. Especialmente Ele nasce através das pessoas que aceitam o desafio de viverem a vida como um presente, assim como Maria, que tendo obedecido a Deus e aceitado o desafio, abençoou a todos nós com seu filho. Deus conta com gente que aceita desafios para escrever sua história.

Para José
José era o noivo de Maria e depois de ouvir a história da moça toma uma difícil e importante decisão, perdoar. Não é fácil perdoar a mulher que ama sabendo ter sido traído por ela. Pois foi assim que José se sentiu. Ele não acreditou na história da gravidez espiritual, como já era de se esperar. Sentiu-se humilhado pela menina, além de traído. “Como ela pôde imaginar que eu acreditaria nessa história?”, pensou. Decidiu então fugir, à noite, sem que ninguém pudesse notar. Fez isso por amor e por misericórdia, foi seu jeito de perdoar. Se no dia seguinte resolvesse exigir seus direitos, fatalmente o pai de Maria teria de apedrejá-la em praça pública. Era seu direito como noivo traído e dever do pai. Ao decidir fugir, ele pouparia a vida da menina e seria considerado responsável pela gravidez. Todos na cidade diriam que ele fora um abusador, que engravidara a moça e fugira para não assumir sua responsabilidade. Ela seria tratada como a vítima, já não mais correria risco de morte. Perdoar é assumir o ônus. José sabia que ao fugir, ficaria com a culpa de tudo. E perdoar também é libertar-se da opressão. Ele não queria o mal à moça, abriu mão de vingança, mas também não queria ficar com ela. Perdoar é não cobrar a conta, mas não é necessariamente reatar as relações. Eu posso esquecer o que alguém me fez, mas não preciso viver sob o mesmo teto. Assim ele pensou, arrumou as malas e esperou a hora certa de partir. Então um anjo apareceu e confirmou a história da moça. José viu-se liberado em sua consciência de limpar sua honra, podia receber Maria como esposa, criar o filho como se fosse seu.
Jesus nasce para que as pessoas que precisam perdoar tenham a salvaguarda de que não serão mais agredidas quando perdoarem, pois sempre ganha quem perde e entrega sua causa a Deus. Para estes e tantos outros, para nós, Jesus nasceu. Minha oração nesse Natal é que sejamos guiados pelos olhos do menino que tudo enxerga como realmente é, assim experimentaremos fé, esperança e amor.

© 2010 Alexandre Robles
contato@alexandrerobles.com.br

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ajuda-me

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã.” (Lamentações 3:22 e 23)

Pai Celeste, obrigada por estar aqui comigo, que agradecer tanto amor por mim e pela minha família. Paizinho de amor, olha para minha vida, transforma-me, sei e tenho visto o quanto tens feito e transformado em mim, mais “vixi”! tem tanta coisa ainda a ser feita! Tantas restaurações a serem concretizadas, há tantos cômodos ainda para serem faxinados, cômodos que não entro a anos, tenho medo, muito medo do que posso encontrar lá... as vezes de lá, por baixo da porta que está muito bem trancada sai um cheiro insuportável, cheio de podre, cheiro de morte. Preciso ir lá, não tenho coragem, tenho medo, ajuda-me! Vá comigo lá, por favor, sozinha não consigo... Há tanto a ser feito nestes cômodos, há perdão a serem liberados, a ajustes que precisam ser feitos, há restituições que precisam ser sanadas, enfim a muito ainda a ser feito em mim... Não me deixe oh Pai! Não me abandone! Ajuda-me eu clamo! Ajuda-me!
Creio nas suas promessas, creio nos seus cuidados, creio nos teus milagres, se assim não fosse nem aqui eu estaria! Ajuda-me eu clamo! Em nome de Jesus! Amém.



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Procura-se líderes segundo o coração de Deus!

Faço uso das palavras da palestra abaixo para expressar a minha oração nesta manhã, que Deus nos capacite e oriente sermos servos segundo Seu Coração, servos que vivem alem das aparências, servos comprometidos com a obra e o reino de Deus, não servos políticos que querem agradar a homens. Que em nosso coração esteja unica e exclusivamente o desejo de Servir ao Nosso Mestre Jesus, de sermos honesto primeiramente a nosso coração, as nossas mazelas, as nossas falhas... depois a nossa família de sangue... depois a comunidade da qual estamos inseridas... honestos no sentido de não aceitar nenhuma barganha em troca da obediência incondicional e inegociável dos principios e mandamentos bíblicos. Que Deus em sua infinita misericordia faça de nós homens e mulheres segundo o Seu coração! Homens e mulheres do qual o mundo não é digno conforme nos diz a bíblia. Deus os abençoe! que as palavras abaixo faça vcs refletirem no tipo de servo que vcs querem ser...

Psicologia e Espiritualidade: Desafios e possibilidades no pastorear e ser pastoreado.
A proposta de pensar a psicologia e a espiritualidade é sem dúvida um desafio. Temos observado que a fé e a religião, excluídas das ciências nos últimos séculos, passam novamente a despertar interesse, a ponto de surgirem diversos grupos de estudo e simpósios com este tema. Pesquisadores tanto da área médica quanto emocional buscam as interfaces com outros campos do conhecimento, na inter e transdisciplinaridade e o resultado se faz notar em termos práticos, de novos campos de atuação. Neste encontro de pastores buscamos mostrar de forma teórico – vivencial como é possível o diálogo entre ciência e fé. O texto bíblico escolhido como referência diz: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a Igreja de Deus.” Atos 20:28. Ou seja, sem o cuidado de si mesmo não é possível cuidar dos outros. As demandas da atividade pastoral, em qualquer dimensão, geram desgastes físicos, emocionais, espirituais. É preciso estar atento para se recompor tanto preventivamente quanto terapeuticamente quando necessário. Utilizamos para estrutura deste pensar sobre si mesmo um pequeno livro, “O Perfil do Líder Cristão do século XXI” do sacerdote e professor de Psicologia Pastoral em Harvard e nas universidades Notre Dame e Yale, escritor e conferencista internacional, falecido em 1996,Henri Nouwen. Os pontos que ele aborda, a partir dos textos bíblicos da tentação de Jesus no deserto (Mt. 4: 1- 11) e o chamado de Pedro (Jo 21: 15-19), são:

1º) Da Relevância à Oração: 1.1) A tentação: Causar impacto; 1.2) A pergunta: Você me ama?; 1.3) A disciplina: Oração contemplativa
Os religiosos são muitas vezes tentados a causar impacto a partir de si mesmos. Ser um sacerdote miraculoso, principalmente no contexto da pobreza, acaba por trazer grande popularidade... satisfazer necessidades humanas, legítimas, nos toca de perto! Nouwen propõe que o impacto se dê pelo afeto, por alguém que se importe, por um pastor que realmente apascenta suas ovelhas. Isto só é possível quando amamos a Deus acima de todas as coisas, quando Ele nos pergunta “Tu me amas?” e respondemos como Pedro “Tu sabes que te amo”! O amor nasce e cresce pela convivência de intimidade, o tempo que passamos na presença de Deus faz a diferença. Nós vamos a Ele e Ele vem a nós. Assim como Pedro, somos amados por Deus em nossa condição, sendo nós ainda pecadores, e a partir da contemplação, da oração, da solitude, somos inundados pela graça de Deus, que nos restaura.

2º) Da popularidade ao ministério: 2.1) A tentação: Ser espetacular; 2.2) A tarefa: ”Apascenta minhas ovelhas”; 2.3) A disciplina: Confissão e perdão

Aprendemos nas Escrituras que Jesus não veio dar espetáculos. Seus milagres eram pura misericórdia para com pessoas necessitadas. Nosso conceito de sucesso é muitas vezes determinado pela mídia. Jesus não buscou ser famoso, Ele tinha um ministério e sabia o que estava fazendo. Ele escolheu pessoas que o acompanharam nesta missão. Pastores precisam aprender a conviver, a não se isolarem. A tarefa de apascentar ovelhas é relacional, envolve afetos. Cuidar das ovelhas feridas, cansadas, levá-las para bons pastos e águas tranqüilas é o que faz um bom pastor. Nouwen destaca que muitos pastores gostam de trabalhar sozinhos, tem dificuldade de repartir problemas e soluções com colegas e sentem-se, eles mesmos, cansados e abandonados. São pastores que precisam ser cuidados. Pontua que isto se dá quando pastores aprendem a confessar, eles próprios, suas mazelas. Escreve ele:...”na comunidade cristã, os sacerdotes e ministros são as pessoas que menos confessam os seus erros.” E como Bonhoeffer, ele constata que pela confissão e pelo perdão recupera-se a humanidade, ou seja, a relação não é profissional, mas de ajuda. Sugerimos que os pastores tenham alguém com quem conversar, e mais especificamente, que tenham um supervisor ou mentor, com os quais seja possível tratar tanto de assuntos pessoais, familiares quanto de questões eclesiásticas.

3º) De líder a liderado: 3.1) A tentação: Ser poderoso; 3.2) O desafio: “Outro o conduzirá”; 3.3) A disciplina: Reflexão Teológica

A tentação de ser dominador, de usar o poder para resolver as questões persegue os pastores. Abrir mão do poder para usar do amor é cansativo e complicado, envolve ser o que serve e não o que é servido. Aprender a conviver com o poder sem se deixar corromper é um exercício a ser vivido diariamente. Nouwen destaca que as pessoas que tem menos intimidade e afeto são as que mais controlam. Ao lembrarmos que Jesus ao ser crucificado abdicou do seu poder nos perguntamos: e quem quer a cruz?! O desafio de ser conduzido por outro é um lembrete que talvez nem tudo seja como planejamos... talvez Deus nos conduza por outros meios e caminhos. A disciplina da reflexão teológica é a de pensar com a mente de Cristo. Para ser líder, pastor de uma igreja é preciso aprender a dizer não ao fatalismo, ao desespero, a injustiça à resignação, ter a noção do Kairós frente às dores do mundo. Viver as boas novas da salvação que nos alcança como pessoas, como famílias, como comunidade e sociedade. Ser liderado por Deus é exercitar seu pastorado pelo encontro com o semelhante, pela oração, pela confissão, pela reflexão teológica. Sem dúvida, é ser inteiro e integrado.


"O perfil do lider do século XXI"
palestra Roseli M. Kühnrich de Oliveira (Porto Alegre/RS)

obrigada Roseli por mensagem tão abençoadora!